terça-feira, 25 de março de 2008

Entrevista: Jhonny Kapenga


Com irreverência e sem tentar se prender a nenhum segmento, seja underground ou pop, a Jhonny Kapenga diz querer fazer o melhor show de sua trajetória no ROCK SE7E FESTIVAL.


A Jhonny Kapenga diz ter letras “cientificamente irreverentes” de “romantismo azedo”. Explique melhor sobre isso.


Buscamos nos inspirar no que acontece no cotidiano, nas notícias do dia a dia, enfim na mídia em geral. Sobre a abordagem das letras em temas cientificamente irreverentes, podemos ilustrar com duas músicas nossas, como a do Carro e o Poste, que diz que quem estaria em movimento em relação ao motorista seria o poste e não o carro. Em Ovelha Dolly, a gente brinca sobre o fato da clonagem com uma história de uma mulher que o namorado a trocou por outro homem e ela então vai chorar as mágoas para o amigo. O amigo cumpre tão bem o papel que ela faz propaganda para as amigas que vão procurá-lo em peso. Como a procura é muita ele tem uma idéia de se clonar.
Sobre o aspecto do tema romantismo azedo, podemos dizer que não contamos romances idealizados, de amor puro e sublime, com final feliz e etc. Tentamos retratar o que realmente acontece na vida real e de maneira bem humorada


Vocês ficaram uns tempos desativados musicalmente, por não encontrarem guitarrista fixo. Qual foi a pior e a melhor parte desse desativamento?


Pois é, estamos na luta desde 1999! Somos brasileiros e não desistimos nunca! Rsrs! Mas a melhor parte dessa empacação toda foi tomar consciência de ter de prosseguir com ou sem guitarrista, de ter determinação e atitude em prosseguir e acreditar no que estamos fazendo é sincero e especial (pelo menos pra nós...rsrs!). E, por livre e espontânea pressão, o Rogério assumiu temporariamente as guitarras resmungando tudo que tinha direito e aos poucos foi se acostumando em ficar mais parado, quietinho, sem ser a formiga atômica que é, inclusive nos ensaios. A pior parte foi querer manter a banda e ficar frustrado em não conseguir prosseguir...Ficar sem tocar, sem ensaiar.



Muitas bandas que tentam convencer pelo humor acabam caindo na armadilha da piada sem graça. O que vocês tentam fazer pra que isso não aconteça?


O que agente tenta fazer para não cair na pieguice ou tentar fazer algo forçado e sem graça é justamente em diversificar sobre os assuntos que abordamos nas músicas. Não somos totalmente uma banda irreverente e “engraçadinha” apesar desta parte ser muito forte na banda. Acho que a chave de tudo isso é a diversidade. A música é tão ampla e te dá tantas possibilidades, abordar infinitos assuntos e tocar diferentes estilos. Mas tentamos sempre ser coerentes e ter uma identidade musical é primordial para nós. Ficar segmentado num estilo musical ou ideologia pode ser perigoso e pode estagnar completamente uma banda. Não podemos ter restrições em falar o que quisermos. A única preocupação nossa é sobre a coerência na parte musical/instrumental.



Talvez a banda não seja tão firme ao underground. Existe um público determinado ao qual buscam atingir?


Estamos aí batalhando por nosso espaço desde sempre. Muitas portas já foram fechadas, o que é absolutamente normal, mas outras foram abertas como a oportunidade de tocar neste festival que está dando o que falar! Não somos uma banda totalmente underground e também não nos consideramos uma banda totalmente pop, estamos aí no “limbo” sem turminhas ou panelinhas. Nunca pensamos em exatamente num público especifico ou faixa etária para atingir, a questão principal foi sempre nos divertirmos tocando, estar numa banda alto astral onde todo mundo curte tocar essas tranqueiras que tocamos, de rir de nós mesmos.



Até onde a Jhonny Kapenga pretende chegar?


Pretendemos chegar até os confins do universooooo! “A nossa próxima missão é conquistar o mundo” Pegamos alguma aulinhas com o Pink e o Cérebro! Nós já nos sentimos realizados por termos conseguido algum reconhecimento com o nosso primeiro cd-demo. O ano de 2007 foi muito legal pra nós enquanto banda, foram várias conquistas que não esperávamos conseguir dentro de tão pouco espaço de tempo. Mas seria hipocrisia da nossa parte não sonhar alcançar o que toda banda espera que é o reconhecimento do público e poder viver de algo tão especial que amamos muito: FAZER MÚSICA!



Qual foi o show mais marcante que já fizeram até hoje?

Não vou Citar apenas um, mas quatro. O primeiro show como um trio num show do multirão dos bairros saída pra Inhumas. O primeiro show que fizemos no Colégio Eficaz, em Aparecida de Goiânia, a gente foi tratado como se fosse banda famosa. A galera conhecia as nossas músicas foi demais! Fizemos um show numa chácara em 2007 numa festa chamada Quebrando a Quaresma. Essa marcou em especial porque o Rogério pregou uma surpresa na banda, sem avisar ninguém ele entrou com um carro no meio da multidão quando começamos o show tocando a música do Carro e o Poste. Aí o Rogério sai do porta-malas do carro todo amarrado! E em termos de performance como banda e no geral, o nosso ultimo show no Omelete Club foi muito legal! Nós consideramos o nosso melhor show onde tudo correu conforme o planejado.



A banda já conseguiu ser assunto com o lançamento de um CD demo. E agora, pretendem lançar um disco produzido?


Sim, inclusive estamos gravando 13 músicas, todas autorais. Estamos gravando no Fantom Estúdio com o Giovanni, guitarrista do Symphonic Tragedy. Não temos previsão de lançamento, mas esperamos que já tenhamos o CD em mãos até no máximo em junho, talvez um pouco antes. Até agora a expectativa do que já foi feito estão sendo bastante animadoras.


O que o pessoal pode esperar para o show de domingo?


Estamos nos preparando para fazer o melhor show da nossa vida e com certeza, vocês vão ter um show fora dos padrões tradicionais, bem animado, com as loucuras do Rogério que sempre é imprevisível, sempre interagindo com o público porque o Jhonny Kapenga não combina com o óbvio!
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Jhonny Kapenga é:
Rogério Icassati – voz
Breno Pessoa – baixo
Luciano Brito – guitarra
Silvio Magri – bateria


>> Vote na Jhonny Kapenga na comunidade ROCK SE7E FESTIVAL: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44316076>> Jhonny Kapenga no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=5392066>> Ouça Jhonny Kapenga em: www.myspace.com/jhonnykapenga http://www.tramavirtual.com.br/artista.jsp?id=14647

segunda-feira, 24 de março de 2008

Entrevista: Satelitte




Com apenas seis meses de formação e experiência quase zero, a Satelitte se deu bem nas seletivas do ROCK SE7E FESTIVAL e se mostra ansiosa e com muita vontade de mandar bem com seu pop/rock no palco do Martim Cererê no próximo domingo.


A Satelitte se formou no colégio. Como rolou esse início de banda?


Nos conhecemos no colégio mesmo e rolou afinidade musical, daí resolvemos formar a banda. No começo foi difícil, pois faltava um baixista e um baterista fixo. A primeira formação da Satelitte foi meio estranha, pois nossa relação com um ex-integrante não era muito boa então eu (Victor) e o Renato resolvemos tirá-lo. Daí conhecemos três caras da escola que não sacavam porra nenhuma de instrumento mais tinham muito conteúdo musical e os chamamos pra banda. Foi até engraçado mas os moleques desenvolveram uma capacidade instrumental fantástica com esforço e dedicação, e hoje rola uma harmonia muito boa entre todos.


Vocês costumam tocar para estudantes. Essta turma de colégio está com os ouvidos voltados ao rock ou o público ainda não é grande nas escolas?


Tem uma galera do colégio que curte o rock mesmo. E o público no colégio geralmente é bom, por que das vezes que a gente tocou foram em ocasiões especiais e tiinha um bom público reunido.



Vocês acham que o rock, sobretudo o que tem certo apelo pop, voltou a ser a bola da vez entre a galera mais nova?

Sim, o rock consegue atingir a galera mais nova sim, principalmente quando se torna pop, porque consegue atingir um público maior, e a galera mais nova tem aquela adrenalina na veia quando escuta um bom som.



A maioria dos integrantes da banda toca há pouco tempo. Isso faz com que haja mais demora pra que o som que fazem se defina melhor?


Não,apesar de alguns de nós termos pouca experiência com os instrumentos, já possuímos uma certa habilidade. a galera também é muito esforçada, a gente encara com muita seriedade a banda, e o resultado disso a gente tá vendo agora com o festival.



E em relação à formação de uma identidade musical?

As mais variadas influências acabam que resultam num estilo próprio. É claro que o fato de a maioria ter um tempo menor de instrumento, possa dificultar um pouco mais, mas a banda atingiu um certo ritmo, até mesmo com composições.



Com que banda vocês sonham tocar ou fazer uma parceria?

Com o P.O.D., uma banda massa que influencia muito na nossa banda e não é à toa q o nome da banda surgiu a partir do melhor disco deles, que se chama Satellite. Tem também o Charlie Brown Jr., que achamos muito massa.



O que a Satélitte anda planejando para o futuro?

Almejamos muito a gravação de um CD, e a oportunidade de fazer mais shows.



A inexperiência chegou a assustar para que a banda encarasse a seletiva do festival? Ou se inscreveram só pra arriscar mesmo e acabou dando certo?


Apesar te termos pouco tempo de banda, sentimos que nosso som já estava legal. Fomos confiantes, nos inscrevemos para ganhar. A gente confia muito na forças das nossas músicas. não é que a gente é fera demais, a qualidade das composições é boa, e isso incentiva a gente.



Como anda, a poucos dias para o ROCK SE7E, a ansiedade para tocar no palco mais importante do rock goiano?

A ansiedade tomou conta já, muita vontade de tocar lá. A gente acredita que vai rolar uma vibe muito boa lá. A ansiedade é muita. É o primeiro show pra uma galera diferente, estamos acostumados com escola e amigos. Vai ser um marco pra nós.


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Satélite é:
Víctor Oliveira - guitarra e voz

Renato Ferreira - guitarra e backing vocal

Jonathan LeBlanc - violão

Gabriel Almeida - baixo

Zenha – bateria

>> Vote na Satelitte na comunidade ROCK SE7E FESTIVAL: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44316076


>> Satelitte no Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9885794721098578661

>> Ouça Satelitte em: www.palcomp3.com.br/satelitterock

domingo, 23 de março de 2008

Entrevista: Boca de Sino


Quando o ROCK SE7E já não era mais uma realidade para a Boca de Sino, que ficou em 11º lugar na classificação geral da fase eliminatória, eis que ressurge a chance de tocar, devido á desistência de outra banda. Agora eles prometem dirigir todas as forças para o show do dia 30, com seu rock clássico e enérgico.



Os integrantes da Boca de Sino começaram cedo a se aventurar cedo na música. Desde sempre tocaram rock? Ou já transitaram por outros estilos?

A principal influencia sempre foi o rock. Desde cedo, a gente ouvia Creedence, Dire Straits e coisas do tipo, mas na hora de aprender a tocar o caminho foi diferente. Eu (Rodrigo) estudei música erudita muitos anos, me dedicando ao violão e toda a parte teórica. Nesse período além da música clássica, estudei choro e musica brasileira. Mesmo com o estudo da musica de conservatório, a guitarra estava sempre presente junto com a paixão pelo blues, que foi a minha porta de entrada para o rock pra valer.
O Rogério é legítimo roqueiro, aprendeu sozinho a tocar baixo e teclado. A veia roqueira é de família. Apesar de apreciar outros estilos, ele tem os dois pés e a cabeça no rock.
Quanto ao Rafael a influência principal dele sempre foi rock pesado. Foi uma boa surpresa encontrá-lo para completar o time


Ter dois irmãos na mesma banda faz com que rolem briguinhas de vez em quando?


Isso depende de como é a relação entre os irmãos. A gente cresceu tocando junto, escutando as mesmas coisas, então a nossa cabeça é bem parecida. Temos uma relação bem legal. As poucas divergências musicais que surgem servem só para contribuir no desenvolvimento da banda. Nunca houve briga entre a gente, qualquer diferença acaba em rock.



A banda já passou por mudanças. A formação atual é definitiva?


A banda está no caminho que leva ao ideal que imaginamos. O Rafael se encaixou perfeitamente no nosso projeto, no nosso tipo de som. Estamos cada dia mais unidos, mais entrosados, criando o que pode ser chamado de "telepatia musical". A idéia de Power Trio nos agrada , e estamos mais "power' que antes. Ter um baterista como o Rafael na banda é um privilegio.Ele trouxe novos ares e idéias.Acreditamos sim que essa possa ser a formação definitiva.


O clima retrô no som da banda é marcante. Vocês já foram tachados de conservadores ou saudosistas?


De forma alguma, os anos 60 foram 70 a última grande loucura coletiva da humanidade, muita coisa que foi feita nessa época é a base de toda o rock que existe hoje. Existem muitas coisas antigas que não perderam a atualidade. Tudo se renova, o que é velho se torna novo, Bebemos nessas fontes, mas olhamos para o futuro. A gente já dividiu o palco com bandas de metal, fazendo um som bem moderno, mas quando elas sentiram a vibração do Black Sabbath na nossa banda, todas gostaram, pois essa é a raiz de tudo. A internet deu acesso a todos à musica de qualquer época, hoje você escolhe o ano em que quer viver. Conheço gente que está em 1982, assim como gente que está, musicalmente falando, em 1955. Todos convivem bem, essas são as vantagens do mundo moderno.


Durante a trajetória da Boca de sino, qual foi o show mais memorável que já fizeram?


Tocar no Encontro Nacional de Morrinhos, no dia da Independência foi uma experiência incrível. Um palco enorme montado na praça principal, todas aquelas motos e tribos motoqueiras, um público enorme (o maior que já tivemos) e muito caloroso. Quando a gente chegou à praça, a tarde antes do show, o som anunciou: "Gostariamos da agradecer a presença da banda Boca de Sino". Pra gente foi um momento de glória, nos sentimos os Beatles . Foi realmente fantástico tocar lá.


Vocês acreditam que o cenário está favorável para a banda?


Há espaço para todo mundo. O que não pode haver é preconceito e segregação, isso é inadmissível. O dia que todos entenderem que esse negócio de tribos (tribo do metal, tribo do hardcore) foi inventado pra facilitar o comércio de produtos relativos a elas, as coisas ficarão mais fáceis. Nosso negócio é música, e música não é um produto que precisa de rótulos. Com um cenário cada vez mais eclético e plural, com as diferenças musicais se unindo para criar uma identidade própria, a situação melhora para todos.



Quais serão os próximos passos da Boca de Sino?


A nossa prioridade agora é o ROCK SE7E. Acho que os ventos do destino sopraram a nosso favor e o festival caiu muito bem nos nossos planos. Por isso, concentração total para o dia 30. O festival servirá para divulgar nosso som, objetivo de toda banda. Ganhando ou não o festival, esse trabalho continua. Pretendemos tocar o máximo possível, em qualquer lugar que nos deixarem tocar. Paralelo a isso continuaremos a compor bastante, buscando uma identidade no som. Gravar uma demo e, posteriormente, um álbum completo. Cair na estrada, fazer sucesso com as meninas... essas coisas de banda de rock.



Vocês entraram de última hora para o ROCK SE7E. Isso gera mais apreensão?

A apreensão sempre existe em todo show. Nesse caso é um pouco diferente, somos os azarões,

estamos correndo por fora. Nós já tínhamos desistido do festival, de repente ele ressurge como uma grande oportunidade. Estamos enxergando isso como uma espécie de "missão", por isso o nervosismo ocorre. Mas ao mesmo tempo, pra quem já estava fora, tocar no palco com as outras nove bandas é uma honra e já vale todo o esforço.


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Boca de sino é:


Rogério - vocal e baixo
Rafael - bateria
Rodrigo - guitarra e backing vocal



>> Vote na Boca de Sino na comunidade ROCK SE7E FESTIVAL: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44316076


>> Boca de Sino no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=9254435