sábado, 8 de março de 2008

Entrevista: Ravenna


Com boa classificação na fase seletiva do ROCK SE7E, o Ravenna é a única banda de fora de Goiás. Os brasilienses, influenciados por bandas de new metal, hardcore e screamo, se dizem ansiosos para tocar no palco do Martim Cererê. Eles acreditam que as bandas devem correr mais atrás e organizar shows para tocarem, ao invés de se sujeitarem às panelinhas de alguns produtores de shows


O Ravenna tem pouco menos de quatro meses de existência e já contabiliza muitos shows para uma banda iniciante. A que se deve isso?

Isso se deve ao fato de todos os integrantes já serem de outras bandas meio conhecidas na cena underground de Brasília, como Dona Rubina, Mullets, Pazmmo e Head Shot. Na realidade, o Ravenna já era uma banda formada mas que não teve continuidade, contou com vários integrantes, mas não se fixou. Grande parte dessas oportunidades de shows se deve à correria de todos os integrantes em divulgação, contatos e buscas por shows.


Vocês já abriram shows para bandas de destaque, como o Glória. Essas bandas são influências para o som que fazem?

Com certeza. A intenção da banda é de unir vários gostos e estilos e que represente a característica de cada um. E, com certeza, essas bandas fazem parte de nossas influências.



Como vocês vêem o movimento de rock em Goiânia?

Nossa visão da cena de Goiânia é percebida com grandeza. Na época em que eu (Ricardo) tocava em minha antiga banda, tivemos a oportunidade por duas vezes de tocar em Goiânia, uma delas no Martim Cererê. Posso dizer que senti o público muito receptivo às bandas de fora. Vejo muita gente reclamar do lance da “panela”, mas eu dou um toque: “faça você mesmo os seus shows, corra atrás com suas bandas mais amigas que a oportunidade surge e vão começar a pedir pra tocar nos seus shows ao invés de te excluírem. Crie você mesmo a sua própria panela e vai dar certo”.


Em termos de espaço para bandas, como avaliam Brasília?

Lá tem muitas bandas boas, mas o que falta realmente é espaço para elas. O que tenho percebido de uns dois anos pra cá é que a cena underground estava meio parada, mas está retornando fortemente. O pessoal pegou o espírito do “faça você mesmo” e estão fervendo a cena novamente. Novas produtoras como o Ziperona, Stifler, Independente Social Clube e Musimix estão dando vida à cena underground brasiliense e dando espaço, cada vez mais, para as bandas.


A banda pretende lançar disco, em formato CD, ou não vêem mais sentido para o formato?

Assim que pudermos e tivermos condições, com certeza sim. Nós lançamos um EP virtual em janeiro que está disponibilizado no MySpace, mas com certeza um dia gostaríamos de poder lançar no formato CD.


Qual banda daqui vocês conhecem e gostam?

Eu (Ricardo) tive a oportunidade de tocar com os caras do Antropo e do Jonnhy Rotten. Tocamos com o pessoal do Gloom também, no começo do mês, foi bem interessante.


Essa é a primeira vez que o Ravenna toca em Goiânia. Já rolava a vontade de pisar em palco daqui desde antes do ROCK SE7E?

Vai ser a segunda vez. Tocamos num evento no CarnaCore, mas nossa vontade era de tocar num local como o Martim Cererê. Com certeza esse show vai ser grandioso.


Como não poderia deixar de ser, lá vai a perguntinha manjada. Como está a expectativa da banda para o ROCK SE7E?

Estamos realmente focados em divulgar o som e tentar conquistar o maior número possível de admiradores. Sejamos sinceros: uma banda de fora que não possui um público na cidade e passa por desconhecida por muita gente, não espera muito de um evento em que a avaliação é o voto popular. Mas estamos otimistas que possamos conseguir alguns votos.



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Ravenna é:
Flávio Negão - vocal
Ricardo e Leandro - guitarras
Hugo - baixo
Marcelo - bateria




>>Ouça Ravenna em: http://www.myspace.com/ravennadf
http://www.rollapedra.com/ravennadf/

>> Ravenna no Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=41816025

>> Vote no Ravenna na comunidade ROCK SE7E FESTIVAL: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=44316076



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